quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Não me liga nenhuma!

Oh meu amor... Eu queria ter um post muito mais interessante para escrever para ti... juro que queria.
Deixei-te a dormir descansadinha na nossa cama e vim para o computador, na esperança que o sono me viesse fazer companhia para me poder ir aninhar junto a ti.
Mas o sono não vinha amor...
Então pensei em usar aquela técnica altamente avançada que tu usas para me adormecer às vezes.
Abri o fecho da saia, enfiei a minha mão até me tocar por cima das minhas cuecas. Toques lentos e leves. Depois um pouco mais fortes... e nada...
Mas será possível que tu me excites só com um olhar, que só com um sussurro me deixes louca de tesão e que eu sozinha me veja tão atrapalhada?
Decidi dar uso ao computador e, sim, fui à procura de porno. E olha que tentei durante uns 20 minutos antes de desistir! Mas nada me puxava, não consegui encontrar um único clip que me fizesse o coração bater tão depressa como um leve beijo teu no meu pescoço. Aliás... a unica coisa que me acelerou o coração foi mesmo a ideia de tu te levantares por algum motivo e me apanhares assim, na minha busca frustrada... acho que morria de vergonha!
Desisti do computador.
Encostei-me para trás enroscadinha no sofá e relembrei a nossa ultima vez neste sofá.
Lembrei-me de estar deitada ao teu lado, cansada, ofegante mas sem conseguir deixar de apertar as pernas uma contra a outra, lembrei-me da tua voz a perguntar-me "queres ir lá com a mão?".
Baixei um pouco as minhas cuequinhas e quando enfiei um dedo em mim fechei os olhos com força e imaginei que eras tu que como daquela vez que entravas em mim com a tua mão, fundo e devagar enquanto eu me roçava contra ti.
Esse pensamento deixou-me molhada, desejosa por te sentir em mim mais uma vez... mas aquela não eras tu e aquela mão não era a tua e acabei por não me conseguir vir... apenas aumentar o desejo de correr escadas a cima, acordar-te e pedir-te por favor, por favor que me fodas como só tu sabes...
É que a mim, meu amor, ela já não liga nenhuma!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O deleite de a ter a meu lado

Aquele corpo ali, deitado na sofá. Aquele corpo que desejo, que me põe arder por dentro. Aquele corpo ali à minha espera, sem saber que me esperava. Aquele corpo só meu. O meu pedaço de céu.
Ela estava deitada ali ao meu lado, olhei para ela e não resisti, deixei-me ir na tentação, no desejo, no amor que arde em mim. Deixei-a perplexa quando passei por cima dela e deitei-me sobre as suas costas e comecei a roçar-me nela, a roçar-me sobre o seu rabo, aquele rabo que me fascina, que chama por mim com aquele ar maroto e empinado que só ele tem. A roçar o seu sexo nela, a fazê-la responder às minhas investidas, como que a penetrá-la por trás.
Adoro tê-la assim por trás, deixa-me louca de tesão, de desejo de me ter dentro dela, de a fazer gemer e arquejar, de a levar ao orgasmo, de a foder.
Senti-a começar a gemer sem conseguir conter a sua respiração, sem conseguir estar quieta de baixo de mim, sem se conter de se encostar mais a mim, sem se conseguir conter de levantar aquele rabiosque apetitoso que mexe comigo de uma maneira ... puxei-lhe as calças para baixo e vi toda aquela pele redondinha ao meu dispor, alinhei-me sobre ela e puxei as minhas calças e cuecas para baixo, encostei a minha cona a ela, ao rabo dela e ela gemeu, delirou ao sentir a minha pele de encontro à dela, o meu sexo nas bochechas do seu rabo. Adoro aquela sensação de união das nossas peles, mesmo que por trás, anichar a minha cona naquelas bochechinhas redondinhas e imaginar que estou a entrar dentro dela, a preechê-la por completo, a fodê-la por trás como eu adoro. Aquele gozo de investir sobre ela assim, a saber que ela delira, que me imagina dentro dela, que me sente dentro dela a cada movimento meu contra ela, a cada respiração mais forte que faço, a encostá-la mais contra o sofá para entrar mais dentro dela, para a tocar lá no fundo, bem no fundo da cona e fazê-la deixar escapar um aahhh mais forte que os anteriores. Adoro masturbar-me assim de encontro a ela, a fodê-la assim, de entrar e sair dentro dela repetidas vezes, mas com cuidado, com muito cuidado para não sair completamente, para estar sempre dentro dela a todo o momento, para ela me sentir sempre lá a preenchê-la, a encher-lhe a cona toda de mim.
Cada investida minha fê-la suspirar, gemer, arquejar, mexer-se de baixo de mim, do meu corpo. Cada investida minha a entrar mais dentro dela, a empurra-la com mais força de encontro o sofá para que ela não podesse ter espaço para se poder virar.
Fodi-a assim cada vez mais de pressa, cada vez mais forte. A cada gemido que lhe saía da boca eu entrava mais dentro dela, todo aquele jogo mental de entrar e sair dentro dela, de a sentir em mim, de a preencher , todo esse desejo acumulado, toda aquela tesão em crescimento, todo aquele amor em bruto, ali encostado a ela, sempre com jeitinho a carinho para a não magoar, todo aquele cuidado estudado ao mais ínfimo pormenor em cada gemido dela. Sentia-me cada vez mais perto, mais cheia de tesão a querer sair, cada vez mais perto da libertação de toda aquela tensão sexual.
Sincronizei-me com os seus movimentos cada vez mais rápidos , as nossas ancas unidas como uma num movimento fluido e completo, um perfeito acto de amor. Levei os meus lábios para perto do seu pescoço e perguntei-lhe baixinho ao ouvido se ela me sentia e ela respondeu-me que sim, que me sentia dentro dela, nesse momento senti-me toda a sorrir, feliz por a estar a deleitar com tamanho prazer.
Como que numa onda de desejo ao rubro investi com mais força sobre ela, com mais desejo, com mais tesão, com mais ardor contido em mim, no meu sexo, entrei nela vezes sem conta com movimentos de anca mais fortes e rápidos, entrei nela atá ela tentar conter gemidos de prazer, ao que lhe sussurrei que não o fizesse, que os deixasse sair, que eu gostava de ouvir, depois abrandei para recuperar o fôlego e para a amar mais uma vez calmamente e com carinho, não queria que ela se viesse já.
Queria que ela se sentisse segura comigo, amada e desejada com ternura, pelo que prolongei os meus movimentos, alongei as minhas idas sobre o seu corpo e então parei um pouco antes de voltar para trás, enterrando com mais força a minha cona no seu rabo e perguntei-lhe se a não estava a magoar, ao que ela me disse que não, para eu fazer com mais força, para entrar toda dentro dela até a tocar lá no fundo, ao que num movimento rápido e forte de ancas entrei toda dentro dela, enterrei-me naquelas bochechas e fi-la gemer forte, apartir daí não pude parar mais.
A respiração dela acelerou repentinamente e todo o seu corpo contorceu-se de baixo do meu, não lhe pudia negar mais o extaze.
Ela sentia cada movimento das minhas ancas, cada roçar dos meus pêlos nela, cada som que me saia da boca, cada movimento mais forte e determinado para lhe dar mais prazer, ao que ela começou arquejar mais forte e isso fez com que a onda de calor que antecede o orgasmo me invadisse de repente e me preenchesse por completo e dei por mim e dizer-lhe com a voz quase sumida que me estava a vir.
Entrei e saí dela até me sentir completamente vazia e satisfeita, até a não sentir mais contorcer-se de baixo do meu corpo, mexi-me até lhe fazer sair um último gemido dos lábios e ali ficámos deitadas, inertes, uma em cima da outra a respirar ofegantemente, num encaixe perfeito de puro deleite.
Perguntei-lhe entre respirações ofegantes se ela tinha caído, ao que ela me respondeu: "Vim-me contigo amor, vim-me quando tu me disses-te que te estavas a vir." e assim ficamos as duas a sorrir encaixadas uma na outra.

Feliz Natal amor ***

sábado, 7 de novembro de 2009

O filme que não vi ...

Sentei-me na sala de cinema vazia e esperei pelos trailler's .... então ela passou à minha frente e perguntou se se podia sentas ao meu lado, pelo que meti os casacos na cadeira à minha direita.
"Não gosto de vir ao cinema sozinha!" - Disse-me ela a sorrir meio envergonhada.
Sorri ... e como não sabia o que fazer numa situação daquelas, sorri e ofereci pipocas.
"Não posso .... seria abusar." - Ela ficou mais atrapalhada que eu, mas começou o filme e lá me deixei ficar quieto.
Ela tinha um perfume agradável, não muito forte e o seu cheiro natural era-me bastante cativante. Deixei de reparar no filme e passei a reparar nela, ali senta ao meu lado, tão próxima que lhe consegui-a cheirar o champô no cabelo (fructis).
Reparei em tudo, na saia escura, o sapatinho aberto, a camisola com decote generoso (era-me impossível não reparar nele e face a isso o filme que se lixasse).
Dei por mim a degusta-la lentamente e deixei-me embrenhar em pensamentos quentes. de repente senti que ela olhava para mim e já tirava pipocas do meu balde, sorri e fingi estar a ver o filme.
Senti-me corar e pensei: Merda que foste apanhado em flagrante.
Mas ela não se importou, continuou a tirar pipocas e começou a falar comigo acerca do filme e a fazer perguntas sobre o que eu achava e então comecei a sentir a mão dela na minha perna esquerda ... descontraidamente acariciar-me como se nada fosse.
Paniquei um pouco quando ela me chegou à virilha e não se deteve. Dei um ligeiro salto, ao que ela sorriu com um olhar maroto e eu deixei-me ir, já estava demasiado envolvido em pensamentos dela que levei a minha mão à perna dela e comecei a subir-lhe a saia à medida que lhe acariciava a perna.
A mão dela era esguia, quente e sabia precisamente onde mexer e como me deixar mais louco de desejo por ela e pelo seu corpo. Queria alí, queria fodê-la de encontra as cadeiras, queria o meu caralho dentro dela.
Segredei-lhe ao ouvido: "Metes-mo pra fora?" e imediatamente senti a mão dela deslizar o fecho das calças e envolver-me o caralho já teso e quente com a sua mão macia e sedutora.
Sentia a respiração dela acelerar tal como a minha quando a minha mão lhe roçava ao de leve no sexo. Ela estava tão quente e já tão molhada que os meus dedos não tinham dificuldade nenhuma em deslizar pelo seu clitóris e dar-lhe prazer.
A mão dela sabia-me a mel morno a deslizar pra cima e para baixa no meu caralho grosso, ela deixava-me louco de tesão, só me fazia masturba-la com mais vigor até lhe conseguir fazer escapar uns gemidos deliciosos dos seus lábios molhados.
Pedi-lhe para ela não me fazer vir ali, estava que já não me aguentava de tanta tesão, já não consegui-a estar quieto nem manter-me sentado na cadeira, queria tê-la debaixo de mim e lamber-lhe as mamas, despir-lhe a saia a enfiar a minha pila no meio das suas pernas e roça-la na cona dela.
Ela agarrou-se com as duas mãos aos apoios da cadeira e cravou-lhes as unhas enquanto eu a penetrava com um dedo, ela estava tão molhada que já molhava as pernas e eu queria- a ainda mais. À media que o meu dedo deslizava dentro dela ela inclinou-se para o meu lado e começou a arquejar e a gemer mais alto só para eu ouvir, ela queria-me tal como eu a queria a ela, todo o corpo dela me implorava para a levar ao orgasmo, para lhe meter mais um dedo na cona, para a fazer vir, mas eu não queria só aquilo, queria-a por inteiro e então parei e disse-lhe ao ouvido: "Quero-te foder, quero penetrar-te não só com os dedos, quero entrar em ti com o meu caralho".
Ela recuperou um pouco o fôlego e disse-me: "Leva-me para tua casa, JÁ!".
Meti o caralho pra dentro das calças (com algum custo) enquanto ela ajeitava as cuecas e a saia, vestimos os casacos e saímos apressados de mãos dadas, com uns sorrisos "estúpidos" estampados nas caras coradas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Estás deserta


... Morro de vergonha quando ela me diz isto. Olha para mim, inclina a cabeça, faz aquele sorriso que me deixa as perninhas a tremer e diz-me: "estás deserta..."
Não sei o que ela pensa na altura. Pelo que lhe vejo nos olhos penso que lhe dará tanto gozo a noção que a desejo assim ardentemente como a oportunidade de brincar comigo, de me "atazanar", como ela gosta de dizer.
Eu baixo os olhos... coro, tento esconder a cara, mas não consigo esconder a veracidade das palavras dela.
A verdade é que quando ela me toca, quando sinto o corpo dela contra o meu, eu deixo de conseguir raciocinar como deve de ser, perco-me na sensação de a ter ali, arrepio-me com a respiração dela na minha pele... e quero-a.
Sim, estou deserta...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por telefone

Imagem daqui

Eu - Graças às mensagens anteriores estou a fazer limpezas com imagens porno na cabeça! Oh pá!!! Não dá jeito nenhum estar a aspirar as escadas e ver-te sentada no primeiro degrau, completamente nua a sorrir para mim. Muito menos jeito dá a vontade de subir os degraus e ajoelhar-me à tua frente e beijar-te enquanto passo as minhas mãos pelo teu pescoço e desço para as tuas mamas. Pior se imagino como seria deixar um rasto de beijos até ao teu umbigo enquanto te acaricio as pernas, as coxas, a barriga. E se me deixar ir mais um bocadinho e pensar que te inclinas para trás e me deixas descer mais um bocadinho enquanto abres as pernas... pronto, dou por mim a aspirar os mesmos 4cm de escada à 10 minutos.

Ela - Olha que arranjei uma namorada e tanto... isto é que são imagens descritivas.

Eu - Não. Descritivo, descritivo era explicar-te em pormenor o quão molhada fico só de imaginar o teu sabor na minha boca ou que quase doi a vontade de te ter colada a mim quando imagino ter-te assim.

terça-feira, 30 de junho de 2009

À chuva

Eram quase cinco da manhã e chuvia com força.
Algures, por aí, numa varanda qualquer, duas mulheres riam abraçadas, completamente nuas, a sentir os pingos na pele.
O quente do beijo partilhado e o fresco das gotas que caiam tornaram o momento perfeito.
Aquela varanda já tem tantas histórias para contar...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

No sofá

Ainda me sinto quente (aquele quente...) quando me lembro da nossa escapadela para o sofá da sala.
Estava molinha, molinha, estava longe de pensar que te iam dar assim uns apetites naquela altura, mesmo quando me acariciaste por cima da saia soube-me bem (sabe-me sempre...) mas continuei calma.
Quando me levaste para a sala e me deitaste no sofá pensei que ia ser bom estar agarrada a ti, sentir-te bem perto e aproveitar os teus beijos (cada um mais saboroso que outro...).
Já devia saber o efeito que tu tens em mim (mexes comigo de uma forma...).
Meia dúzia de beijos, a sensação das tuas pernas entrelaçadas nas minhas e despertaste em mim aquela fome que tenho de ti (quero-te tanto...).
Deu-me um gozo enorme quando te vieste e mo disseste (até estremeço quando me sussurras assim...).
Adorei vir-me para ti enquanto me deixava levar pelo prazer que me deste (deixas-me sempre deliciada...).
Fazer amor contigo é sublime.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Noites de Verão

Gosto tanto de esticar a minha mão ainda meio ensonada e descobrir o teu corpo nu ao meu lado na cama.
Sabe-me tão bem tua pele...
O calor rouba-me o sono mas também te rouba a roupa, tornando as insónias muito mais suportáveis.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sonho de uma noite de Verão - parte 3

Imagem tirada daqui

Eu sei que devia ter fechado os olhos, eu sei que devia ter inclinado mais a cabeça para a direita para dar mais jeito, eu sei que devia ter dado um suspiro de contentamento e tê-la beijado com carinho e ternura... mas quando a vi aproximar-se cada vez mais o meu coração disparou e quando os lábios dela tocaram os meus susti a respiração e fiquei imóvel a olhar para ela, com medo que qualquer movimento da minha parte afugentasse aquele momento.
Os lábios dela eram macios e quentes, aveludados até, tiradinhos de uma descrição de um daqueles romances cor de rosa, absolutamente perfeitos.
Ela quebrou o contacto e afastou-se um pouco, os seu olhos colados nos meus em busca de uma reacção.
O meu corpo, a minha mente, o meu coração... toda eu protestei aquela distancia. Nada nunca me tinha sabido tão bem como a mão dela na minha, a sua respiração suave na minha bochecha e aquele beijo. Não queria que acabasse nunca e senti-la afastar-se deu-me um nó no coração.
-Desculpa... não resisti...- sussurrou desviando o olhar apenas uma fracção de segundo.
Senti-me explodir de alegria, não tinha sido um engano, nem um acidente... tinha sido um beijo intencional, sentido.
Apertei-lhe a mão numa tentativa frustrada de lhe conseguir explicar o que se passava na minha cabeça, acho até que balbuciei qualquer coisa pelo meio do sorriso aparvalhado que se colou à minha cara. Inclinei-me na sua direcção sem saber muito bem o que fazer e ela deve ter percebido porque em menos de nada os seus lábios encontraram novamente o caminho para os meus.
E desta vez eu fechei os olhos, eu inclinei um pouco a cabeça, eu suspirei de contentamento beijei-a com todo o carinho, toda a ternura, todo o amor.
Um novo relâmpago ressoou lá fora e foi completamente ignorado.
O que não foi ignorado foi o movimento da mão dela que tinha estado todo o tempo delicadamente pousada na minha perna e que começou a subir devagarinho.
Quando chegou à minha cintura apertou-me ainda mais contra ela e quase me ri do pensamento adolescente que me passou pela cabeça quando senti o seu peito encostado a mim. Se calhar ter-me-ia mesmo escapado uma gargalhada não tivesse a minha boca tão ocupada a saborear a sua língua que se enrolava na minha.
Juro que foi sem querer que, ao subir a minha mão pela coxa dela para chegar às suas costas, lhe levantei um pouco a t-shirt... mas quando a ponta dos meus dedos tocaram a pele dela a tentação foi demasiado grande e deixei-a seguir o seu caminho.
Acho que ela ficou um pouco surpreendida por eu estar tão deleitada a passar as minhas mãos pelas suas costas, percorrendo longos caminhos entre os seus ombros e as suas ancas. Se a memória não me falha até sorriu por entre dois beijos quando se apercebeu que eu estava completamente presa pela sensação de a ter nos meus braços.
E teria ficado ali, perdida naquela sensação durante eternidades se não me tivesse chamado a atenção a sua própria mão a deslizar por baixo da minha camisa de dormir, a subir-me pela perna a cima, a fazer uns rodopios extremamente desconcertantes ao chegar à minha cintura e a continuar para cima, sem qualquer intenção de parar pelo caminho.
De repente parou, afastou-se um pouco de mim e desviou-se quando tentei apanhar a sua boca fugidia.
Oh céus... teria feito asneira? Será que não estava a fazer as coisas como deve de ser? Será que a teria agarrado demais? Ter-se-ia arrependido?
-Então.. mas tu dormes de soutien??? - Pergunta-me ela com um ar reprovador.
Fiquei a olhar para ela, boquiaberta.
-Não sabes que lhes tens de dar descanso - continuou ela já com um ar mais brincalhão. - Anda cá...
E enfiando a outra mão rodeou-me e desapertou com mestria os colchetes. Deve ter notado que eu fiquei um bocado atrapalhada porque com muito jeitinho deslizou as alças pelos meus braços sem me levantar a camisa e beijou-me devagarinho enquanto o atirou para longe.
Espalhou beijos pequenos pela minha bochecha e pelo meu pescoço e quando chegou ao meu ouvido murmurou um "deita..." doce.
Lado a lado na cama ainda me parecia mais carinhosa. Não sei se lhe pareci assustada ou envergonhada, mas ela encheu-me de beijos e festas e carinhos e quando me puxou a camisa um pouco para cima olhou-me nos olhos e perguntou se podia.
Se podia??? Desde aquela mão a subir por mim a cima que eu não queria outra coisa.
A camisa subiu até à cintura e a mão dela continuou até passar ao de leve pelo lado da minha mama.
O toque foi subtil, um quase não tocar que me deixou à espera de mais e quando a mão dela passou por lá novamente, desta vez a demorar-se um pouco mais eu não consegui prender um pequeno gemido.
Foi tão pequeno, tão baixinho, mas tenho a certeza que ela o ouviu... ia morrendo de vergonha! inconscientemente levei a mão à boca na tentativa de ainda o apanhar ou de pelo menos não deixar sair mais nenhum.
Ela agarrou a minha mão e abanou a cabeça.
-Deixa-te ir... eu gosto de te ouvir - os olhos dela brilharam quando falou e o sorriso quase maquiavélico que apareceu no cantinho do lábio levou-me a querer que independentemente de eu tentar não fazer barulho ela ia certificar-se que aquele era apenas o primeiro gemido de muitos.
Dito e feito... a mão dela voltou às suas caricias e de repente todo o carinho, todos os sentimentos cor de rosinha que tinham povoado a minha mente já não estavam lá sozinhos. Aquela sensação ainda me era um pouco estranha... era intoxicante, era quente, era avassaladora. A cada toque dela eu era invadida por uma onda de desejo e a cada beijo eu queria-a ainda mais.
Agarrei-a, puxei-a para mim e senti-a a empurrar-me contra a cama.
-Calma - disse-me ela, obviamente divertida com o efeito que tinha em mim.
Deixei-me cair, meio atordoada pelas sensações.
Ela continou a passear as mão pelo meu corpo, a encher-me de beijos. Se eu reagia de uma forma um pouco diferente parava e perguntava com doçura se eu estava bem.
Como é que eu lhe ia explicar que nunca tinha estado tão bem?
De repente a mão dela começou a descer e eu protestei um pouco... as carícias dela estavam a saber-me tão bem, a maneira como ela fazia pequenos círculos em redor dos meus mamilos, a maneira como me agarrava, os pequenos beliscões que me faziam delirar...
-Shhhh... - sossegou-me ela, enquanto sorria para mim - sabes que se quiseres que eu pare só precisas de me dizer, não sabes?
Respondi que sim, presa no olhar dela. E a mão dela continuou a descer... E ela continuou a olhar para mim, atenta. E a mão dela continuou a descer... e os seus ohos nunca largaram os meus. E quando desceu mais um pouco e deslizou para dentro das minhas cuecas e me sentiu estremecer de prazer beijou-me com paixão.
As minhas memórias não são muito nítidas, estava demasiado ocupada a sentir para registar o que quer que fosse. Lembro-me de a agarrar com força e de estar tão enlaçada no prazer que me estava a dar que nem me senti envergonhada quando me disse ao ouvido "estás tão molhada...".
Queria senti-la mais e pedi-lhe meio a medo se podia tirar a t-shirt e ela despiu-se para mim e riu-se quando eu lhe disse "és tão linda" e presenteou-me com mais um beijo antes de me tirar a camisa de dormir e encostar o seu corpo ao meu.
Não vou esquecer nunca a sensação da pele quente dela na minha, da perna dela no meio das minhas, dos beijos que me arrepiaram e do som da respiração acelerada no meu ouvido.
A primeira vez que fizemos amor, iluminadas pelos relampagos e embaladas pela chuva que caia foi perfeita, mágica, tudo o que se costuma ler nos livros e ver nos filmes.
Cada movimento do corpo dela sabia-me tão bem, cada beijo era delicioso, cada toque um deleite.
E quando cansadas e satisfeitas recuperavamos o folego nos braços uma da outra achei que lhe devia dizer...
- Sabes... eu gosto de ti.
- Eu também gosto de ti - disse ela distraída.
- Não... - virei a cara dela para mim - eu gosto de ti. Muito. Estou completamente apaixonada por ti.
Apesar te ter enchido o peito de ar a voz falhou-me mas ela percebeu e o beijo longo que me deu estava cheio de promessas de muitas noites como aquela.
-Sabes - disse, levantando-se da cama - estou toda suada. Não era má ideia ir-me passar por água... Não me queres vir dar banho?
E levou-me pela mão para a banheira onde tudo tinha começado.


Fim

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sonho de uma noite de Verão - parte 2

Na cozinha a chuva continuava a fustigar a janela e o vento uivava furioso.
- Só espero que não troveje... - pedi eu novamente às estrelinhas enquanto enfiava a roupa no secador.
-Não sei porque é que não tenho direito a meias - disse ela ao entrar na cozinha.
-Como estava calor... - ahhh... como poderia eu ter-me esquecido que a menina não gostava de ter os pézinhos ao léu- Eu já te vou buscar. Não tens fome?
Ela acenou que sim com a cabeça e enfiou-se no frigorífico em busca de mantimentos.
Era estranho... apesar de tudo era tão confortável estar ao pé dela. Era um dom que ela tinha... acalmava-me o coração mesmo quando o fazia bater descompassado.
Fiz duas sandes de queijo e bacon, enchi dois copos de coca-cola e fomos acabar o filme que estava a ver antes dela chegar.
Sentei-me no cantinho do sofá e ela sentou-se ao meu lado com o tabuleiro ao colo.
Entre uma dentada e outra contou-me que tinha combinado ir passar o fim de semana com uma amiga e que a tinham deixado pendurada.
Quando lhe perguntei se era uma amiga com aspas ou sem aspas ela riu-se.
É impressionante como conseguem tratá-la assim. Será que não se apercebem do que têm? Serão burrinhas? Cegas?
Refilei com ela pelo gosto torcido com que escolhe as companhias... acabam sempre por a deixar ficar mal.
Custou-me ver o ar resignado dela quando encolheu os ombros. Só me apetecia abracá-la com força e ficar ali, a dar-lhe o mimo que lhe faltava.
O filme entretanto já tinha acabado e eu nem tinha apanhado o final.
Um grande bocejo ao meu lado chamou a minha atenção e sugeri que fossemos conversar para o quarto. Assim, se ela colapsasse de sono pelo menos já estava no sitio certo.
Desliguei as luzes de todas as divisões e subimos as escadas enquanto ela me contava as suas últimas peripécias.
Trepámos para a cama e eu comecei a achar que afinal não ia ser assim tão problemático dormir com ela. Afinal estávamos as duas já deitadas e eu ainda não tinha tido nenhum ataque cardíaco, e almofada a que estava agarrada funcionava como uma trincheira, não havia problema nenhum... até que se ouviu, bem forte e definido, bem perto e sonoro, o som de um trovão.
Dei um salto e devo ter ficado branca com o susto porque ela agarrou-me imediatamente na mão e perguntou-me preocupada o que se passava.
O que se passava é que eu tenho medo de trovoadas. Medo, como os putos que correm para a cama dos pais. Medo de me enfiar debaixo dos lençóis. Sempre tive e não passou com a idade.
Mais um trovão, desta vez ainda mais perto.
Ela meteu um braço por cima dos meus ombros e apertou-me a mão com força.
-Shhhh... Eu estou aqui. - disse com uma voz doce.
Mais um trovão, ainda mais perto... a luz do relâmpago a iluminar a chuva de uma forma tenebrosa.
Ela encostou-se mais a mim e eu fiquei dividida entre o medo da trovoada e o medo de a ter tão perto.
Para minha vergonha o meu corpo decidiu sabotar-me e aquela dor no peito quando uma voz na minha cabeça me dizia "ela nunca te vai querer" saiu em duas lágrimas gordas com o trovão seguinte.
-Então... não chora, eu estou aqui. - Disse-me ela baixinho ao meu ouvido e o tom carinhoso com que falou ainda me apertou mais o coração.
Limpou-me a lágrima teimosa que estava presa à minha bochecha e ficou a olhar para mim, o seu rosto a escassos centímetros do meu.
Eu já nem me lembrava da trovoada, mas um estrondo enorme estremeceu as janelas e apagou todas as luzes.
Eu nem me apercebi, tão ocupados estavam os meus sentidos com a sua proximidade mas ela ainda me apertou mais contra si e, para surpresa de ambas, fechou o espaço entre nós com um beijo.

... to be continued

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Lembranças d' Ela


Tenho a "EU" a ler-me o passado que escrevi, pediu-mo com aquele de menina marota que quer um doce mesmo depois de já ter comigo um. Não lhe nego estes prazeres pois já basta os consecutivos NÃOS a que a cometo inúmeras vezes (sim eu sou do contra, adoro dizer NÃO!NÃO!NÃO!), como tal aqui está mais um pedaço de mim...


Onde é que ela está? Eu sei que ela está por aí e ela vai encontrar-me. Acho de uma extrema não sei o quê, pensar que só existe uma pessoa que nos completa, penso mais que cada pessoa é uma peça e que consoante a sua vontade, pode-se moldar a outra pessoa, a outra peça. Por isso elas andam por aí, pensando em alguém como eu, porque eu sou o ideal de alguém.

Where can she be

the right girl for me

i do not know

but i longer so

a look of her eyes

a smile on my face

the shills down my spine

i want to make her mine.

Parece que procuro em toda elas mas sem efeito, quero ser procurada, quero ser achada, conquistada, amada.

Não acho ilusório pensar assim, basta querermos que já é meio caminho feito. A mente humana consegue milagres.

A música tem de movê-la, o amor, o dar de si tem de estar lá, tem de existir nela.

Não é a pensar que vai ser só mais uma aventura, uma das muitas até eu morrer, que a relação vai durar para sempre. Porque ela pode durar para sempre, basta ambas querermos que ela dure. Temos de nos adaptar somente, é algo de mútuo.

Eu tenho qualidades, já chega de pensar menos de mim, de me inferiorizar, pois não o sou, sou alguém que é capaz de amar, de gostar, de dar e de receber, sou divertida, basta estar com as pessoas certas, tenho a minha inteligência, sou prática em muitas situações, carinhosa, meiga, um pouco teimosa, mas não somos todos assim?!

Eu acho que sim.

Aprendemos com o presente, com o passado, com os outros.

Temos coragem, esperança, vida, temos tudo para dar certo, basta encontrar mo-nos. Penso nela sem saber quem ela é e começo a pensar que ela também pensa em mim.

Já estivemos mais longe, essa é a parte boa da espera contínua.

Quero que ela saiba que estou aqui e que a espero. Para que funcione vai ter de ser ela a vir ter comigo, vai ter de ser ela a escolher-me e não ao contrário, eu costumo escolher "mal". Quero ser escolhida, quero saber, sentir como é. Acho que tenho esse direito.

Poema pedido


A textura dos corpos...
... o branco da tua pele...
o enlaçar de ambas.
O medo que escorre em cada gota de suor...
as lágrimas que escorrem pela tua face...
o medo do desconhecido no teu rosto de principiante.
Aquele sim desajeitado... e por fim...
... a entrega!