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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Estás deserta


... Morro de vergonha quando ela me diz isto. Olha para mim, inclina a cabeça, faz aquele sorriso que me deixa as perninhas a tremer e diz-me: "estás deserta..."
Não sei o que ela pensa na altura. Pelo que lhe vejo nos olhos penso que lhe dará tanto gozo a noção que a desejo assim ardentemente como a oportunidade de brincar comigo, de me "atazanar", como ela gosta de dizer.
Eu baixo os olhos... coro, tento esconder a cara, mas não consigo esconder a veracidade das palavras dela.
A verdade é que quando ela me toca, quando sinto o corpo dela contra o meu, eu deixo de conseguir raciocinar como deve de ser, perco-me na sensação de a ter ali, arrepio-me com a respiração dela na minha pele... e quero-a.
Sim, estou deserta...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

No sofá

Ainda me sinto quente (aquele quente...) quando me lembro da nossa escapadela para o sofá da sala.
Estava molinha, molinha, estava longe de pensar que te iam dar assim uns apetites naquela altura, mesmo quando me acariciaste por cima da saia soube-me bem (sabe-me sempre...) mas continuei calma.
Quando me levaste para a sala e me deitaste no sofá pensei que ia ser bom estar agarrada a ti, sentir-te bem perto e aproveitar os teus beijos (cada um mais saboroso que outro...).
Já devia saber o efeito que tu tens em mim (mexes comigo de uma forma...).
Meia dúzia de beijos, a sensação das tuas pernas entrelaçadas nas minhas e despertaste em mim aquela fome que tenho de ti (quero-te tanto...).
Deu-me um gozo enorme quando te vieste e mo disseste (até estremeço quando me sussurras assim...).
Adorei vir-me para ti enquanto me deixava levar pelo prazer que me deste (deixas-me sempre deliciada...).
Fazer amor contigo é sublime.